segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Das coisas que só um brioche entende...
Eu sou a borboletinha parada no seu jardim.
Você é meu brioche matinal sobre a mesa.
Juntos, o tempo voa.
Longe, se perde em minhas asas.
Voe em mim brioche.
Venha durante o dia.
Vem me fazer feliz.
É tão bom comer sua frutinha.
O tempo passa voando
Dia 12 foi meu aniversário, mas eu estou comemorando antes mesmo dessa data.
Meus dias têm sido incríveis. Redescobri minha juventude, passei bastante tempo com a minha mãe e temos feito muitos passeios por Buenos Aires. Somos eternas turistas aqui.
Também estou dando um passo muito importante na minha vida aqui que é comprar a casa própria. Definitivamente eu pertenço a este lugar e estou muito feliz por isso.
Também estou cozinhando muito e finalmente estou aprendendo a fazer comidas um pouco mais gostosas, mas muito nutritivas. Tanto é que perdi mais um quilinho nos últimos tempos e o Gustavo está cada vez mais magro e com energia. O problema é que ele ainda continua muito estressado e eu não posso fazer mais do que melhorar a comida dele e tentar deixar o resto da vida dele um pouco mais tranquila. Mas confesso que é um pouco cansativo.
Mas eu sou uma pessoa de muita sorte. Tenho tempo para cultivar minhas amizades, preparar minha comida e sair. Acho que poucas pessoas têm uma vida como a minha. Escuto muita música, assisto filmes alternativos, leio sobre muitas cosas, inclusive sobre comida.
Com minha mãe aqui fazemos muitas coisas: compras, passeios, shows, museus, teatro, cozinhamos e conversamos muito. Ainda bem que eu tenho tempo para estar com ela.
Hoje vim dar aula em Pacheco e chovia muito no caminho. Cheguei molhada e com frio, mas nem por isso fiquei triste: meu guarda-chuva não virou com o vendaval e minhas alunas estavam super entusiasmadas porque inauguram o comedor novo hoje e me convidaram para ir: ou seja, tenho um almoço delicioso me esperando e de graça. Até os porteiros, que no dia do meu aniversário cantaram happy birthday to you em inglês mesmo, quando me viram abriram um grande sorriso e brincaram comigo, a coisa de espantar todo e qualquer mal humor que possa ter sentido no caminho.
Ah! E algo curioso que me aconteceu ontem: a caminho do bairro chino, umas garotas nos pararam para pedir para tirar foto e filmar a roupa que estávamos usando. Detalhe, minha mãe estava usando uma saia que eu lhe emprestei e eu usava uma saia/shorts colorida com tênis de academia ahahaha. Nada de maravilhoso, mas era para um programa famoso que passa em um canal de televisão local sobre o que as mulheres usam no dia a dia. E para terminar, no mercado que fomos de comida, 2 pessoas me pararam para fazer perguntas sobre ingredientes saudáveis e como usar na alimentação das crianças. Tô ficando metida depois de tudo isso!
domingo, 2 de novembro de 2014
Um domingo qualquer
Ué, voltei a escrever? Na verdade, nunca deixei de escrever. Tenho palavras e letras espalhadas por todos lados e o que sim não tenho feito ultimamente foi canalizar tudo isso em um mesmo lugar: neste blog. Aliás, para confessar bem a verdade, eu tinha esquecido completamente que escrevia aqui. E não tem uma explicação muito precisa. O que sim me fez recordar este blog foi meu querido amigo Santiago que não só leu, como também comentou coisas muito curiosas sobre meu passado. Obrigada. Nós somos mesmo feitos de história e ideias, se procuramos, encontramos coisas que nem imaginamos que existem.
Pois bem, hoje o dia está um cacareco aqui em Buenos Aires. Chove, faz frio, minha família está na maior festança em São Paulo comemorando o aniversário de 80 anos do meu avô e os 60 anos de casados. Tudo muito lindo e gostoso (pelo que já vi nas fotos). A única coisa minha que está lá é a minha foto, para que mesmo simbolicamente eu participe da festa. Talvez uma ou outra lembrança também esteja lá, talvez.
A sensação que tenho é a de que hoje poderia ser perfeitamente um dia como dos quadrinhos do Eternauta. Quem não leu, deveria conhecer. É de ficção científica, coisa que eu não gosto muito, mas por incrível que pareça, me fisgou. Nos quadrinhos cai uma neve radioativa que mata todas as pessoas que a tocam. A chuva aqui está tão pesada e faz tantos dias que chove, que poderia até pensar que algo está errado com o mundo. Poderia chover assim em São Paulo, mais precisamente na Cantareira.
Combina com este domingo escutar Rostropovich. E é o que estou fazendo. Enquanto escrevo, escuto e tenho os pensamentos em todos lados. Aqui, em São Paulo e em La Lucila. O que o mundo está fazendo agora, enquanto eu escuto e escrevo? É uma curiosidade que tenho.
E não vou fazer uma retrospectiva de tudo o que aconteceu desde o último post. Aconteceram muitas coisas. A grande maioria, coisas boas. A vida segue seu caminho, tranquila e algumas vezes até surpreendente. Eu estou bem feliz. Tenho mais amigos, estou com tempo para cultivar estas amizades e ando por aí com a cabeça nas nuvens. Será que é por causa do meu aniversário que está chegando? Sei lá. Estou feliz com isso também. Difícil admitir que vou completar 34 primaveras. Meu Deus! Tudo isso. Se bem a idade não conta, eu me sinto muito mais jovem que anos atrás. O tempo também faz bem às pessoas.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Retrospectiva
Estes dias têm sido uma loucura para mim. Muita mudança, expectativas, entrevistas, pensamentos loucos, tudo ao mesmo tempo. Sinceramente agradeço o fato de não estar trabalhando na agência onde estava, senão seria praticamente impossível fazer 1/5 de tudo o que eu tinha que fazer.
E como a Cláudia sugeriu, comecei a escrever uma retrospectiva do que aconteceu nesses cinco anos de Argentina. Faz dias que eu vinha com isso na cabeça, mas como hoje fui até a zona norte para uma reunião, aproveitei para passar no meu velho apartamento e dar um abraço no meu ex porteiro.
Tenho que admitir que vivi esses cinco anos da maneira mais intensa possível e por isso é que ficou um pouco complicado repassar tudo isso. Então dividi em grande assuntos, para organizar o pensamento.
Educação: aqui em Buenos Aires eu fiz um mestrado em comunicação empresarial. Inclusive esse foi o pretexto racional para passar um tempo em Buenos Aires. Terminei em 2009, mas não fiz a monografia. Ok, não é tão difícil assim, mas ainda não vi necessidade de ter esse diploma na minha mão e como eu padeci muito para passar dois anos aí, me rebelei na hora da monografia.
Trabalho: minha vida profissional aqui foi de altos e baixos. Comecei dando aula de português em uma escolinha beeeeeeeeeem longe da minha casa, até que a UBA me chamou logo nos primeiros meses de Argentina. Descobri o prazer de dar aulas sobre minha cultura e meu idioma e já formei muitos argentinos que não só falam português em suas férias, como também trabalham usando o idioma e outros que conseguiram melhores cargos graças ao português. Além das aulas também trabalhei como tradutora freelancer para muitas empresas grandes.
Paralelo às aulas de português, eu continuei trabalhando em empresas. A primeira foi para a SAP, em um projeto específico de Marketing que durou 6 meses. Logo depois trabalhei para a Nidera como secretária executiva durante 1 ano e oito meses. Esse foi um dos melhores lugares que eu já trabalhei. Ambiente tranquilo, gente educada, salário acima da média, liberdade. Mas troquei tudo isso porque achava que tinha que usar mais minha capacidade e foi aí que apareceu a Avon, me procurando para trabalhar na área de criativos regional. Desde o início aí foi complicado, mas depois tudo se acomodou. Pela Avon viajei a trabalho para São Paulo, fui feliz enquanto fazia dupla com a Karina, uma diretora de arte muito legal e inteligente. Até que um dia mudou tudo na empresa e minha área praticamente deixou de existir. Fiquei uns 6 meses desempenhando funções nada a ver com minha personalidade (muito menos minha formação) até que, depois de 2 anos e sete meses, procurei trabalho. Foi aí que fui selecionada pela W3 para ser redatora, mas nosso contrato não durou mais que 2 meses. E foi muito estranho, confesso, só que agora não tenho vontade de falar sobre isso.
Amizades: os argentinos nos geral são muito amistosos, mas não pense que é fácil fazer amigos. Principalmente entre mulheres. Já cheguei até a escutar que já tinham amigos suficientes e que não precisavam de mais nenhum. E sim, esse comentário veio aleatório e sem nenhum contexto, já que eu nunca ofereci minha amizade como se fosse um produto à venda.
Aqui é fácil encontrar gente para sair, tomar uma cerveja, falar bobeiras, mas amizade profunda é muito difícil. Por isso tenho poucas, mas muito valiosas. Ah! E em Buenos Aires também é fácil encontrar inimigos. Só de lembrar do meu ex vizinho de San Isidro que chegou a me ameaçar de morte só porque escutava barulhos estranhos que eu não fazia. Isso foi insólito.
Amor: aqui vivi dois grandes amores. O primeiro foi meu ex namorado, que ficamos juntos por quase 4 anos. Fomos muito felizes, até que por divergências da vida nos separamos, ainda bem que nos separamos em bons termos, mas não deixou de ser um baque para mim. Sofri muito, embora a decisão fosse minha. Eu queria projetar um futuro em família, ter filhos e viver uma vida mais regrada e ele era muito mais boêmio, não colocava em prática suas ideias, começava cursos diversos e nunca terminava. E com o tempo isso foi me incomodando mais. Até o fatídico fim.
Só que quem pensa que terminar um amor significa que não vai encontrar outro amor, se engana. Ou eu tive muita sorte. Pois o amor novamente me estava esperando ali na esquina e do jeito que eu queria. Na verdade eu conheço meu atual namorado há cinco anos, mas ficamos sem nos falar durante todo esse período em que eu estava namorando (e ele também). Até que um dia, por facebook ele resolveu perguntar como eu estava e saímos para jantar, conversamos tanto e ficamos de boca aberta como uma pessoa praticamente desconhecida, de repente era tão conhecida. E desde esse dia nunca mais desgrudamos. Até academia fazemos juntos. E sinto que verdadeiramente encontrei a companhia que eu precisava. Pois além de tudo isso, ele também pensa em formar família.
Vivenda: essa foi uma das partes mais complicadas. Primeiro morei nas aforas de Buenos Aires, na zona sul em uma região mais humilde (não eram pobres, mas sim simples). Depois de uma sacanagem da dona (pois como eu não tinha contrato de aluguel, um dia resolvei duplicar o valor ao preço de um apartamento na Capital e com metrô na porta) fui procurar apartamento com o meu atual namorado e encontramos em Caballito, pleno centro da cidade de Buenos Aires (centro do mapa, melhor dizendo, pois fica bem no meio da cidade). Moramos aí quase dois anos, quando eu consegui emprego na Avon (que fica na zona norte) nos mudamos para San Isidro. E foi aí que me apaixonei pela zona norte. Adorei minha casa em San Isidro. Toda de vidro, ampla, moderna, branquinha, aconchegante. Quando penso nela automaticamente penso na maravilhosa sacada que dava de frente para a Catedral e nas noites de lua cheia eu me sentava aí só para contemplar a beleza da natureza. Sem contar nos dias de tormenta. Que lindo que era ver os raios e a chuva e estar dentro de casa bem quentinha. Fiquei aí quase 2 anos, até q me separei do namorado e procurei um apartamento menor e mais barato. E fui viver em Belgrano, no ex apartamento de uma colega da Avon. Uma belezinha também, só que menor e na Capital. O legal daí era a proximidade da casa do meu namorado e principalmente porque podíamos passear pela cidade e ir aos eventos que acontece aqui.
Agora que acabei de me mudar para a casa do namorado, confirmaram a venda do apartamento dele e provavelmente nos próximos 2 ou 3 meses eu me mudo de novo, só que com ele para um apartamento bem maior em Palermo.
Ainda assim com todo esse movimento, eu gosto de morar em Buenos Aires e para mim ainda não é momento de por um ponto final na minha experiência aqui. Isso não significa que eu não sinta saudade de familiares e amigos. Pelo contrário. Queria poder compartilhar com eles cada detalhe. Só que agora compartilhamos de forma diferente. E eu sei que esse momento sem trabalho é só um período. Como todo ciclo tem seu fim, eu estou esperando paciente até conseguir um novo trabalho. Até lá, vou fazendo minhas costurinhas, dando aulas, passeando e sendo feliz. Porque eu realmente acho que um dia vou sentir falta desse momento que eu não tinha grandes obrigações
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Mais uma sexta-feira
Sexta-feira chuvosa. Daqueles dias de pura preguiçinha. Só que não. Hoje dei uma organizada na minha casa, já que neste fim de semana começa o plano de mudança. Isso mesmo, no fim do mês me mudo para a casa do Gustavo e a gente tem que organizar para entrar tudo lá. Eu tenho muitas coisas, algumas vou vender, como a geladeira, a mesa e o sofá, mas tem outras coisas que não vou me desfazer por enquanto. Vontade mesmo eu não tenho, mas também não tenho escolha.
O bom é que ontem tivemos uma ideia bem legal. Vamos começar a fazer um negócio juntos. Vou usar minha máquina de costurar para fazer almofadas e vender pela internet. Vamos ver no que dá. Acho que posso fazer coisinhas lindas, pois tenho bom gosto e sou caprichada. A única coisa é que ainda preciso aprender a usar direito a máquina. Minha costura reta ainda não sai em linha reta hehehe.
Fora isso tudo bem. Hoje já estou de muito bom humor. Fiz uma vitamina de abacate, só para lembrar meus velhos tempos de Brasil, quando meu pai preparava para a gente e só eu acabava tomando. Bons tempos.
Sinceramente estou frágil ainda. Mas de bom humor, o que é muito importante. E hoje também bordei uma toalhinha, bem delicada que quando terminar coloco foto. E falta a foto da almofadinha que eu fiz ontem. Pouco a pouco vou me encontrando nessa nova vida.
Ah! Domingo vamos cumprir um ano juntos. Não é louco estar com alguém que parece que conheço a vida inteira? Agradeço a Deus pelo companheiro, que me está dando toda a força e ânimo do mundo. Para ele, uma musiquinha tão linda que representa bem o nosso amor: Pra você guardei o amor.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Voltei!
Olá! Puxa vida, faz tanto tempo que eu não escrevo no blog que provavelmente ninguém mais lê. Enfim, eu estou de volta, escrevendo para mim mesma.
Há cinco anos atrás eu vim para Buenos Aires, em uma tentativa louca de buscar felicidade. Sim, porque ninguém vai para um país pobre esperando ficar rico hehehe. E posso dizer que sim encontrei muita felicidade aqui. E algumas tristezas também.
Bom, a ideia não era fazer um balanço de como tem sido nesse período que estou aqui. Eu quero é esvaziar um pouco os pensamentos que tenho na cabeça, então imagino que agora vai ser uma espécie de passado e futuro tudo junto, em um vertiginoso derrame de palavras, que sinceramente não vou cuidar. Vou deixar que as palavras me guiem.
E para começar, um fato marcante na minha vida é que estou desempregada. Isso mesmo. Eu, que cheguei a ter três trabalhos ao mesmo tempo, depois de tantas noites mal dormidas e tantos fins de semana colada em um computador, agora estou oficialmente sem ter o que fazer. Pera aí, não é bem assim, pois agora tenho todo o tempo para fazer as coisas que sempre quis fazer e que nunca tive tempo.
A primeira medida foi comprar uma máquina de costura. Eu ainda não sei costurar nada e faz uma semana que aprendi a usar o ponto reto da máquina, mas hoje consegui fazer minha primeira almofadinha. Fiquei tão feliz! Eu sempre quis aprender a costurar e nunca encontrei tempo, nem o dinheiro para ter uma máquina, nem o espaço. E agora, pelo menos um dos itens eu tenho: tempo.
E ainda por cima posso passar horas no Pinterest buscando outras imagens para me inspirar. É óbvio que isso é uma clara evasão da minha triste realidade: desempregada e sem dinheiro não posso pagar o aluguel... logo, fim do mês estou indo morar na casa do meu namorado. O difícil dessa história toda é que não era o que eu planejava fazer. A casa dele não tem muito espaço para mim... e mesmo tentando adaptar, não acho que vou poder me sentir em casa. Ou talvez sim, sei lá. A casa dele é pequena... e eu tenho que me desfazer de praticamente tudo o que tenho.
Mas aí tem algo legal, que vale a pena resgatar: o esforço do Gugu. Ele vai continuar me pagando a academia e vai me receber na sua casa com todo o amor do mundo. E nessa coisa toda, eu me sinto muito amada e cuidada por ele. Um esforço enorme para alguém batalhador como o Gustavo. A gente ainda vai completar um ano juntos, mas a verdade é que parece que estamos juntos a vida inteira. E ele ainda aguenta toda a minha loucura.
Ah! Outra coisa que posso resgatar desse processo: estou aprendendo a cozinhar e a fazer comida saudável e gostosa. Isso é bom, pois pelo menos mantenho a saúde em dia. E também voltei a bordar. Retomei projetos parados há anos. E agora que não tenho casa própria, pelo menos encontrei uma forma de sonhar com minha casa e fazer um lar. Quem sabe esse não seja o caminho?
PS1: escrevo essas palavras tomando um delicioso chá que trouxe do Brasil de erva cidreira, só para lembrar meus dias de infância na casa da minha vó Marcela em Mineiros do Tietê. Cada gole é uma lembrança de onde íamos juntas buscar o tão delicioso matinho para o chá. Uma época tão boa e tão linda que tenho guardada no coração.
PS2: Desta vez escrevo sem trilha sonora para não chorar. Desculpem, mas eu ando muito frágil.
PS3: Daqui a pouco vou à academia com o Gus. Um santo homem que até nisso me acompanha. E tchau tristeza!
domingo, 22 de maio de 2011
A Argentina ainda vive a ditadura
Viver em Buenos Aires tem seus encantos e problemas, como em todas grandes cidades. Não preciso dizer o quanto gosto de Buenos Aires em si e da minha satisfação em morar aqui. Mas ultimamente está ficando muito perigoso. Acho que os resquícios da ditadura são muito fortes ainda, e ultimamente temo por qualquer invasão na minha casa e até qualquer confronto.
Explico: tenho um vizinho que para mim está louco, pois escuta ruídos do meu apartamento que não existem. Já fomos ao tribunal daqui fazer uma mediação, onde a própria mediadora estava defendendo o vizinho porque ele é “casi octagenário” como se auto declarou e nessa mesma mediação foi desprezado o fato de termos sido ameaçados por uma suposta 9 milímetros. Ele nunca nos mostrou a arma, mas é possível que tenha, porque parece ex-militar das forças aéreas ou coisa do tipo.
Bom, ficou constatado na segunda mediação que não somos responsáveis pelos ruídos que ele escuta, pois como testemunha desta vez estava o porteiro que está sofrendo também as conseqüências desse abuso de poder.
Só que agora a coisa ficou mais grave. Esse senhor está acusando o Bruno de tê-lo ameaçado! O que é uma grande mentira, já que quem conhece o Bruno, sabe que ele não mata nem mosquito, por sua natureza de paz e amor. Para falar a verdade, nas únicas vezes que eles se encontraram, que ocorreu nas mediações, Bruno sempre foi amável com o Cesar Raul Ojeda, nome do vizinho.
Isso significa que esse senhor não vai descansar até se sentir livre para usar sua 9 milímetros. E ninguém pode fazer nada aqui na Argentina, pois todas as autoridades estão do lado desse senhor, já que ele parece um pobre indefeso de quase 80 anos.
Só que nessa madrugada já me tocaram a campainha uma vez e vieram bater na minha porta ás 3 da manhã. Não abri. O Bruno estava muito dormido e eu fiquei com muito medo. Como estou até agora, por isso estou publicando a essa hora. A Argentina ainda vive a ditadura e acho que todos deveriam saber, pois nessa época as pessoas desapareciam por qualquer motivo. Espero que não seja isso que aconteça com nós.
Para mim tudo isso se resolveria com uma análise psicológica desse senhor. Mas, como todos lhe dão razão, parece que nunca acontecerá. Talvez tenhamos que sair do país para buscar refúgio.
Eu nunca tinha visto uma coisa do gênero. Há meses temos problemas com esse vizinho. Primeiro nos acusava de ter máquinas no apartamento. Depois de termos máquina de asfalto aqui e até tentou assustar a dona do apartamento dizendo que havíamos destruído o apartamento. Até vieram fazer uma inspeção da minha casa, como não existem direitos privados nesse país, parecia tudo normal para todos. Como todas essas acusações não eram suficientes para nos levar presos, então agora esse senhor inventou a ameaça.
Isso quer dizer que, dentro em breve devo ter polícia investigando minha casa e provavelmente nos levando presos por qualquer motivo. É frustrante saber da realidade na Argentina. Pensava que era um país mais democrático. Mas qualquer coisa que nos passe, podem procurar pelo senhor Cesar Raul Ojeda. Com certeza ele saberá onde estaremos e somente ele será capaz de explicar os motivos, já que eu não posso entendê-los até agora.
Explico: tenho um vizinho que para mim está louco, pois escuta ruídos do meu apartamento que não existem. Já fomos ao tribunal daqui fazer uma mediação, onde a própria mediadora estava defendendo o vizinho porque ele é “casi octagenário” como se auto declarou e nessa mesma mediação foi desprezado o fato de termos sido ameaçados por uma suposta 9 milímetros. Ele nunca nos mostrou a arma, mas é possível que tenha, porque parece ex-militar das forças aéreas ou coisa do tipo.
Bom, ficou constatado na segunda mediação que não somos responsáveis pelos ruídos que ele escuta, pois como testemunha desta vez estava o porteiro que está sofrendo também as conseqüências desse abuso de poder.
Só que agora a coisa ficou mais grave. Esse senhor está acusando o Bruno de tê-lo ameaçado! O que é uma grande mentira, já que quem conhece o Bruno, sabe que ele não mata nem mosquito, por sua natureza de paz e amor. Para falar a verdade, nas únicas vezes que eles se encontraram, que ocorreu nas mediações, Bruno sempre foi amável com o Cesar Raul Ojeda, nome do vizinho.
Isso significa que esse senhor não vai descansar até se sentir livre para usar sua 9 milímetros. E ninguém pode fazer nada aqui na Argentina, pois todas as autoridades estão do lado desse senhor, já que ele parece um pobre indefeso de quase 80 anos.
Só que nessa madrugada já me tocaram a campainha uma vez e vieram bater na minha porta ás 3 da manhã. Não abri. O Bruno estava muito dormido e eu fiquei com muito medo. Como estou até agora, por isso estou publicando a essa hora. A Argentina ainda vive a ditadura e acho que todos deveriam saber, pois nessa época as pessoas desapareciam por qualquer motivo. Espero que não seja isso que aconteça com nós.
Para mim tudo isso se resolveria com uma análise psicológica desse senhor. Mas, como todos lhe dão razão, parece que nunca acontecerá. Talvez tenhamos que sair do país para buscar refúgio.
Eu nunca tinha visto uma coisa do gênero. Há meses temos problemas com esse vizinho. Primeiro nos acusava de ter máquinas no apartamento. Depois de termos máquina de asfalto aqui e até tentou assustar a dona do apartamento dizendo que havíamos destruído o apartamento. Até vieram fazer uma inspeção da minha casa, como não existem direitos privados nesse país, parecia tudo normal para todos. Como todas essas acusações não eram suficientes para nos levar presos, então agora esse senhor inventou a ameaça.
Isso quer dizer que, dentro em breve devo ter polícia investigando minha casa e provavelmente nos levando presos por qualquer motivo. É frustrante saber da realidade na Argentina. Pensava que era um país mais democrático. Mas qualquer coisa que nos passe, podem procurar pelo senhor Cesar Raul Ojeda. Com certeza ele saberá onde estaremos e somente ele será capaz de explicar os motivos, já que eu não posso entendê-los até agora.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Meus dias em Buenos Aires
Faz tanto tempo que não escrevo no meu blog que tenho muito para contar e pouco ao mesmo tempo. Bom, mais fácil começar de trás para frente. Continuo com o problema com o vizinho. Nessa semana até fomos no tribunal e no cartório para tentar explicar para o velho que os barulhos que ele escuta não são do meu apartamento. Mas não teve jeito. Até os advogados dele estavam a meu favor, só que a cabeça dura dele não se deixou convencer. Problema dele. Só que ele continua gritando de madrugada e me acordando... então, terei que continuar chamando a polícia. Algum dia ele vai se cansar, ou se mudar daqui.
Também estou trabalhando pra caramba. Muitão mesmo. Estou gostando de algumas coisas, estou aprendendo outras, além do que admiro muito a capacidade das minhas companheiras. Então ta valendo o sacrifício, a dedicação. Por enquanto ainda sinto que ganho mais na aprendizagem que em dinheiro. isso quer dizer que vou continuar pobre enquanto gostar desse trabalho na Avon.
E as aulas de português estão com tudo. Criei com os alunos um blog onde eles publicam textos em português. Devo dizer que estou aprendendo muitas coisas com eles. Tem sido um bom aprendizado e é interessante compartilhar conhecimentos tanto de português como da vida. Eles se falam em português e já tenho notado um avanço na forma como se expressam. Meu trabalho tem sido polir alguns errinhos, mas é como filho que aprende a andar. E eles estão dando seus primeiros passos sozinhos.
Ah! Estou estudando francês e estou adorando! Pena que tive que faltar hoje por conta de uma tosse muito chata que vem me acompanhando há algumas semanas. Já tomei de tudo e não resolveu. Hoje a médica me receitou algo novo e espero realmente parar de tossir, pois estou ficando fisicamente cansada e com dor de cabeça.
E uma das coisas mais legais que me passou: vou para São Paulo!! Ok, a trabalho, mas pelo menos vou poder ver minha família e isso é muito legal! Espero conseguir ver a maioria deles! Vai ser visitas relâmpagos, mas ta valendo, né?
E também sinto muita saudade da minha amiga Lorena. A gente não mora tão longe assim, mas está complicado nos reunirmos. A mais problemática sou eu que não tenho muito tempo, e nesses dias que estou muito cansada, acabo não fazendo nada mais que dormir nos momentos livres. E penso sempre: como é difícil ser adulto! Ooo vontade de voltar aos meus 10 anos de idade quando minha única preocupação era tirar uma nota que satisfizesse meu pai. Eu não tinha ideia da boa vida que tinha.
Também estou trabalhando pra caramba. Muitão mesmo. Estou gostando de algumas coisas, estou aprendendo outras, além do que admiro muito a capacidade das minhas companheiras. Então ta valendo o sacrifício, a dedicação. Por enquanto ainda sinto que ganho mais na aprendizagem que em dinheiro. isso quer dizer que vou continuar pobre enquanto gostar desse trabalho na Avon.
E as aulas de português estão com tudo. Criei com os alunos um blog onde eles publicam textos em português. Devo dizer que estou aprendendo muitas coisas com eles. Tem sido um bom aprendizado e é interessante compartilhar conhecimentos tanto de português como da vida. Eles se falam em português e já tenho notado um avanço na forma como se expressam. Meu trabalho tem sido polir alguns errinhos, mas é como filho que aprende a andar. E eles estão dando seus primeiros passos sozinhos.
Ah! Estou estudando francês e estou adorando! Pena que tive que faltar hoje por conta de uma tosse muito chata que vem me acompanhando há algumas semanas. Já tomei de tudo e não resolveu. Hoje a médica me receitou algo novo e espero realmente parar de tossir, pois estou ficando fisicamente cansada e com dor de cabeça.
E uma das coisas mais legais que me passou: vou para São Paulo!! Ok, a trabalho, mas pelo menos vou poder ver minha família e isso é muito legal! Espero conseguir ver a maioria deles! Vai ser visitas relâmpagos, mas ta valendo, né?
E também sinto muita saudade da minha amiga Lorena. A gente não mora tão longe assim, mas está complicado nos reunirmos. A mais problemática sou eu que não tenho muito tempo, e nesses dias que estou muito cansada, acabo não fazendo nada mais que dormir nos momentos livres. E penso sempre: como é difícil ser adulto! Ooo vontade de voltar aos meus 10 anos de idade quando minha única preocupação era tirar uma nota que satisfizesse meu pai. Eu não tinha ideia da boa vida que tinha.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
3 anos na Argentina
Bom, no dia 06/04 completei 3 anos aqui na Argentina. É muito tempo e pouco ao mesmo tempo. Já sou uma ex-patriada. Que louco pensar nisso! E eu ainda acho que eu pertenço à alfândega... pois ainda não me sinto nem daqui, nem de lá!
O legal mesmo foi a maneira como comemorei meu aniversário aqui: dançando tango. Nesses anos aprendi um pouco do que é ser argentino. E repenso muito nisso, afinal, eu estou argentina e estava brasileira.
Quem me conhece, sabe que dançar não é a melhor coisa que eu faço. Mas até que me saí bem. Fiquei toda contente com a aula e com os velhinhos que me tiravam para dançar. Quando eu ficar velha quero saber dançar para aproveitar as milongas. É muito divertido e todos deveriam ir alguma vez. Esse costume de dançar em qualquer idade eu só vi aqui em Buenos Aires. E viva a saúde!
O legal mesmo foi a maneira como comemorei meu aniversário aqui: dançando tango. Nesses anos aprendi um pouco do que é ser argentino. E repenso muito nisso, afinal, eu estou argentina e estava brasileira.
Quem me conhece, sabe que dançar não é a melhor coisa que eu faço. Mas até que me saí bem. Fiquei toda contente com a aula e com os velhinhos que me tiravam para dançar. Quando eu ficar velha quero saber dançar para aproveitar as milongas. É muito divertido e todos deveriam ir alguma vez. Esse costume de dançar em qualquer idade eu só vi aqui em Buenos Aires. E viva a saúde!
sábado, 26 de março de 2011
tardias atualizações
O primeiro post do ano já tem 84 dias de atraso. Mas tem justificativa para isso, inclusive algumas novidades. Revisando meu wishlist para 2011, percebi que já coloquei muita coisa em prática. Realmente estou aprendendo a focalizar numa coisa e literalmente correr atrás.
Como a ideia era uma lista de coisas para o ano todo, ainda tem muita coisa para cumprir. Mas vou comentar os avanços que tive com alguma delas. Eu já emagreci 2 kilos. Estou mantendo o mesmo peso já tem pelo menos 1 mês e isso que eu saí de férias e continuo comendo doces (em mínimas quantidades, comparado ao que eu comia antes) e massas.
Não me matriculei para estudar inglês, mas me matriculei para estudar francês. Ainda não é uma mudança de planos, mas é a realização de um velho desejo que é falar francês. Então é melhor aproveitar a oportunidade que a UBA me dá e fazer pra valer o curso. Quem sabe nesse ano ainda não posto um textinho em francês?
E claro, as aulas de português continuam. E tenho vários projetos para elaborar com meus alunos. Sim, acho que está na hora de “exprimir a laranja” de cada um deles e dar muito mais atividades para eles fazerem em casa e focalizar em conversação nas aulas. Comentei algumas ideias com outras professoras e elas adoraram! Então, mão à obra!
Nesse tempão que passou também aproveitei para revisar várias coisas pessoais. Continuo revisando muitas, mas pelo menos mais tranquila e consciente de mim mesma. Estou considerando muitas ideias loucas que eu vou tendo ao logo dos dias e tem certeza que algumas delas vão dar um gás novo a essa trintona que escreve.
Por falar em trintona. Me sinto ótima com minha idade, com meu corpo e com a minha forma de ser. Algumas coisas podem melhorar, e até acho que no devido tempo irão, mas cada dia que passa eu me pareço mais a mim mesma e gosto disso.
Como a ideia era uma lista de coisas para o ano todo, ainda tem muita coisa para cumprir. Mas vou comentar os avanços que tive com alguma delas. Eu já emagreci 2 kilos. Estou mantendo o mesmo peso já tem pelo menos 1 mês e isso que eu saí de férias e continuo comendo doces (em mínimas quantidades, comparado ao que eu comia antes) e massas.
Não me matriculei para estudar inglês, mas me matriculei para estudar francês. Ainda não é uma mudança de planos, mas é a realização de um velho desejo que é falar francês. Então é melhor aproveitar a oportunidade que a UBA me dá e fazer pra valer o curso. Quem sabe nesse ano ainda não posto um textinho em francês?
E claro, as aulas de português continuam. E tenho vários projetos para elaborar com meus alunos. Sim, acho que está na hora de “exprimir a laranja” de cada um deles e dar muito mais atividades para eles fazerem em casa e focalizar em conversação nas aulas. Comentei algumas ideias com outras professoras e elas adoraram! Então, mão à obra!
Nesse tempão que passou também aproveitei para revisar várias coisas pessoais. Continuo revisando muitas, mas pelo menos mais tranquila e consciente de mim mesma. Estou considerando muitas ideias loucas que eu vou tendo ao logo dos dias e tem certeza que algumas delas vão dar um gás novo a essa trintona que escreve.
Por falar em trintona. Me sinto ótima com minha idade, com meu corpo e com a minha forma de ser. Algumas coisas podem melhorar, e até acho que no devido tempo irão, mas cada dia que passa eu me pareço mais a mim mesma e gosto disso.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Para começar um novo ano...
Bom, último dia do ano e eu não queria deixar de registrar meus planos para 2011. Claro que ao longo do ano vou incluindo coisas, pois como a vida não é estática, meus desejos, nem minhas esperanças e muito menos minhas necessidades são limitadas a uma listinha de fim de ano.
Então vamos lá. Tentei dividir meus planos em 3 eixos, para que 2011 seja um ano equilibrado. Eis abaixo coisas que desejo:
1 – o topo da listo é sempre emagrecer. Ok, é a mesma coisa do ano passado, mas com uma diferença, desta vez vou colocar uma meta, para ficar mais fácil saber se atingi ou não a meta. Quero perder 3 quilos.
2 – no mesmo sentido, vou fazer a minha tão sonhada operação mamária. É, falo para todo mundo, porque acho que haverá uma Gisele antes e depois da operação. Não só fisicamente, como animicamente também.
3 – esse vai ser o ano que vou me preparar para uma maratona. Sim gente, quero poder correr uma maratona de pelo menos 5 quilômetros. Como eu já comecei a fazer a minha parte, acho que até o fim do ano terei esse preparo físico. Só não sei se exatamente vou querer participar de uma maratona. Mas quero me sentir capaz de fazê-lo.
4 – quero e preciso voltar a estudar inglês. Senão o nível cai e eu preciso fazer um upgrade, não um downgrade. Ups! Já comecei também.
5 – quero fazer algum curso de redação criativa ou algum curso para melhorar minha redação em espanhol e principalmente melhorar meu desempenho no meu trabalho. Eu quero fazer tudo o que for possível para melhorar e atingir um certo grau de perfeição profissional.
6 – também quero ter mais paciência no meu trabalho e me abrir mais para entender as pessoas. Mas eu preciso ter paciência principalmente comigo, pois acho que quando fico mais tranqüila eu consigo me fazer entender melhor.
7 – também quero me encontrar em 2011. Num sentido mais pessoal e espiritual. E não deixar as avalanches externas tentarem me soterrar com seus tempos e angústias. Preciso aprender a me escutar e fazer aqui que é bom para mim. Num sentido bom de ser egoísta. E mais atenta às minhas necessidades internas.
8 – e também quero ler mais. Muito mais. Eu que sempre gostei tanto de ler, ando um pouco relapsa com minhas leituras.
9 – também quero ampliar minha cultura. Ir mais ao cinema, como eu ia antes. Ir ao teatro, sair com amigos novos e velhos para conversar, para ficar em silêncio, para contemplar a vida. Comprometida apenas com a felicidade de cada instante.
10 – como não terei muitas férias, quero aproveitar para fazer pequenas viagens e conhecer lugares incríveis que estão aqui pertinho.
11 – também quero e preciso fazer mais amigos. Por favor, candidatem-se! Hehehe
12 – quero ser feliz. E fazer as pessoas que me fazem feliz mais felizes ainda. Em todos os sentidos. É dando amor que se recebe.
Bom, minha lista não é lá tão objetiva, mas é como eu sinto que deveria ser meu novo ano. O ano dos meus 30. E pode ser, que ao passar dos dias, algumas coisas mudem. Porque é assim mesmo. Tudo o que é vivo vai mudando e se adaptando. E eu me sinto mais viva que nunca.
Então vamos lá. Tentei dividir meus planos em 3 eixos, para que 2011 seja um ano equilibrado. Eis abaixo coisas que desejo:
1 – o topo da listo é sempre emagrecer. Ok, é a mesma coisa do ano passado, mas com uma diferença, desta vez vou colocar uma meta, para ficar mais fácil saber se atingi ou não a meta. Quero perder 3 quilos.
2 – no mesmo sentido, vou fazer a minha tão sonhada operação mamária. É, falo para todo mundo, porque acho que haverá uma Gisele antes e depois da operação. Não só fisicamente, como animicamente também.
3 – esse vai ser o ano que vou me preparar para uma maratona. Sim gente, quero poder correr uma maratona de pelo menos 5 quilômetros. Como eu já comecei a fazer a minha parte, acho que até o fim do ano terei esse preparo físico. Só não sei se exatamente vou querer participar de uma maratona. Mas quero me sentir capaz de fazê-lo.
4 – quero e preciso voltar a estudar inglês. Senão o nível cai e eu preciso fazer um upgrade, não um downgrade. Ups! Já comecei também.
5 – quero fazer algum curso de redação criativa ou algum curso para melhorar minha redação em espanhol e principalmente melhorar meu desempenho no meu trabalho. Eu quero fazer tudo o que for possível para melhorar e atingir um certo grau de perfeição profissional.
6 – também quero ter mais paciência no meu trabalho e me abrir mais para entender as pessoas. Mas eu preciso ter paciência principalmente comigo, pois acho que quando fico mais tranqüila eu consigo me fazer entender melhor.
7 – também quero me encontrar em 2011. Num sentido mais pessoal e espiritual. E não deixar as avalanches externas tentarem me soterrar com seus tempos e angústias. Preciso aprender a me escutar e fazer aqui que é bom para mim. Num sentido bom de ser egoísta. E mais atenta às minhas necessidades internas.
8 – e também quero ler mais. Muito mais. Eu que sempre gostei tanto de ler, ando um pouco relapsa com minhas leituras.
9 – também quero ampliar minha cultura. Ir mais ao cinema, como eu ia antes. Ir ao teatro, sair com amigos novos e velhos para conversar, para ficar em silêncio, para contemplar a vida. Comprometida apenas com a felicidade de cada instante.
10 – como não terei muitas férias, quero aproveitar para fazer pequenas viagens e conhecer lugares incríveis que estão aqui pertinho.
11 – também quero e preciso fazer mais amigos. Por favor, candidatem-se! Hehehe
12 – quero ser feliz. E fazer as pessoas que me fazem feliz mais felizes ainda. Em todos os sentidos. É dando amor que se recebe.
Bom, minha lista não é lá tão objetiva, mas é como eu sinto que deveria ser meu novo ano. O ano dos meus 30. E pode ser, que ao passar dos dias, algumas coisas mudem. Porque é assim mesmo. Tudo o que é vivo vai mudando e se adaptando. E eu me sinto mais viva que nunca.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Coisas
OK, estou escrevendo pouco. Ou melhor, publicando pouco. As ideias continuam aí, saindo dessa cabecinha doida. Uma das últimas dizia assim: Tudo em mim é inventado. Invento poesias, músicas, sonhos, juras de amor e de ódio. Tudo é intensamente inventado. Não aprendi a inventar coisas inúteis. Tudo o que invento é provocador e tudo para ser consumido já. Porque o amanhã não existe para mim. Ainda não aprendi a inventar o amanhã.
E é claro que escrevi isso em algum momento de fúria mental. Ultimamente tive várias, mas publico algumas, que são as que compartilhando, podem melhorar até mesmo minha forma de ver o mundo. Uma das coisas que me incomoda na vida é a indefinição. Odeio coisa mal resolvida. Por exemplo, no meu trabalho estou passando por essa fase nebulosa de não sei o que estou fazendo aí direito. É, é chato perceber que algumas coisas não se resolvem na mesma medida que a gente se esforça para solucioná-las. E essa indefinição me deixa furiosa, muito furiosa.
Outra coisa que odeio, mas que não depende de mim é o calor. Cara, eu pagaria minha passagem se a Avon me mandasse trabalhar em Ushuaia, ou até na Antártida. Ou qualquer outra empresa, só para não ter que aguentar esse calorão. O pior é que as portas do inferno devem ficar abertas até abril, quando a temperatura começa a ficar humanamente suportável. Ou serão as portas do purgatório?
Mas, em meio a tanta fúria, eis que coisas boas acontecem! Uma delas foi passar o natal com pessoas queridas, como minha tia Lene, meus primos e amigos. É lindo estar longe da família e encontrar uma nova família. Também é lindo ver o dia amanhecer quando você passa pela sala à procura de água e olha para fora e vê aquele céu lindão, e o sol aparecendo laranjinha, cor de quem vai deixar o dia um inferno mesmo, mas lindo. Também é lindo ter gratas surpresas leitorais, como os livros que minha mãe me mandou. Estou amando. Quase não consigo despregar os olhos deles. O duro é que quero ler tudo ao mesmo tempo. E, como já estava lendo dois outros livros, ficou complicado ler mais alguns. Sim, eu leio mais de um livro por vez.
E é claro que escrevi isso em algum momento de fúria mental. Ultimamente tive várias, mas publico algumas, que são as que compartilhando, podem melhorar até mesmo minha forma de ver o mundo. Uma das coisas que me incomoda na vida é a indefinição. Odeio coisa mal resolvida. Por exemplo, no meu trabalho estou passando por essa fase nebulosa de não sei o que estou fazendo aí direito. É, é chato perceber que algumas coisas não se resolvem na mesma medida que a gente se esforça para solucioná-las. E essa indefinição me deixa furiosa, muito furiosa.
Outra coisa que odeio, mas que não depende de mim é o calor. Cara, eu pagaria minha passagem se a Avon me mandasse trabalhar em Ushuaia, ou até na Antártida. Ou qualquer outra empresa, só para não ter que aguentar esse calorão. O pior é que as portas do inferno devem ficar abertas até abril, quando a temperatura começa a ficar humanamente suportável. Ou serão as portas do purgatório?
Mas, em meio a tanta fúria, eis que coisas boas acontecem! Uma delas foi passar o natal com pessoas queridas, como minha tia Lene, meus primos e amigos. É lindo estar longe da família e encontrar uma nova família. Também é lindo ver o dia amanhecer quando você passa pela sala à procura de água e olha para fora e vê aquele céu lindão, e o sol aparecendo laranjinha, cor de quem vai deixar o dia um inferno mesmo, mas lindo. Também é lindo ter gratas surpresas leitorais, como os livros que minha mãe me mandou. Estou amando. Quase não consigo despregar os olhos deles. O duro é que quero ler tudo ao mesmo tempo. E, como já estava lendo dois outros livros, ficou complicado ler mais alguns. Sim, eu leio mais de um livro por vez.
domingo, 14 de novembro de 2010
30 anos
Bom, esse negócio de ficar mais velha realmente mexeu comigo. Acho que fisicamente não mudei em nada, digo, dos 29 para os 30. O que mudou mesmo foram alguns planos para o futuro. Hoje eu li uma frase em francês que dizia mais ou menos assim: as pessoas felizes não são obrigatoriamente as mais prudentes, as mais pacientes, as mais sérias... Então me identifiquei com algo: será que eu sou feliz porque não necessariamente tenho todas essas qualidades? Não sei... a coisa é que ando pensativa. Mas agora estou pensativa e por um lado positivo. Quero coisas para minha vida.
Nessa semana tive a grata surpresa de receber um e-mail da minha amiga de infância Glaucia. E mudou várias coisas para mim. Sim, reatar laços com pessoas queridas do passado me faz muito bem, talvez faça bem para todas as pessoas. A Glaucia é uma dessas pessoas mágicas, tranquilas, amigas etc etc. Por razões que transcendem nossa capacidade de explicação a gente se separou em algum momento da nossa vida, para reatarmos nossa amizade nessa era facebookeana. Cara, não sou de valorizar muito a tecnologia, mas o Facebook já me deu gratas surpresas. E reencontrar a Glaucia foi mágico!
Também estou pensando muito na possibilidade de ser mãe. Ok, já imagino todos os que me conhecem caindo sentados no chão ao ler essas linhas tortas de pensamentos obtusos... mas a chegada dos 30 me trouxe essa coisa louca, que ainda não aprendi a administrar. Tudo bem que nos meus planos não está a possibilidade de ter filhos nas condições que tenho hoje... por isso preciso repensar muitas coisas para poder conseguir tudo que quero. Me parece lindo poder pensar nisso agora. E ter uma família minha. E ser mais feliz ainda!
Nessa semana tive a grata surpresa de receber um e-mail da minha amiga de infância Glaucia. E mudou várias coisas para mim. Sim, reatar laços com pessoas queridas do passado me faz muito bem, talvez faça bem para todas as pessoas. A Glaucia é uma dessas pessoas mágicas, tranquilas, amigas etc etc. Por razões que transcendem nossa capacidade de explicação a gente se separou em algum momento da nossa vida, para reatarmos nossa amizade nessa era facebookeana. Cara, não sou de valorizar muito a tecnologia, mas o Facebook já me deu gratas surpresas. E reencontrar a Glaucia foi mágico!
Também estou pensando muito na possibilidade de ser mãe. Ok, já imagino todos os que me conhecem caindo sentados no chão ao ler essas linhas tortas de pensamentos obtusos... mas a chegada dos 30 me trouxe essa coisa louca, que ainda não aprendi a administrar. Tudo bem que nos meus planos não está a possibilidade de ter filhos nas condições que tenho hoje... por isso preciso repensar muitas coisas para poder conseguir tudo que quero. Me parece lindo poder pensar nisso agora. E ter uma família minha. E ser mais feliz ainda!
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Every day... is a lifetime
Depois de tanto tempo sem escrever, resolvi quebrar o silêncio. Desde o último post, que não era lá tão bacana, já aconteceram muitas coisas. Algumas boas e outras nem tanto. Ufff
O trabalho na Avon está melhorando numa velocidade inferior à que eu esperava, mas pelo menos está avançando em alguma coisa. O problema é que fazer folhetos em português e em espanhol é mais complicado do que eu esperava, e não conto muito com uma orientação focada. Então fico patinando em coisas que às vezes são simples, e outras nem tanto.
Quanto à casa nova... já estou acostumada, pelo menos gosto muito do meu apartamento. É luminoso, vejo o sol nascer e o sol se pôr pelas janelas. Adoro o sol na primavera. No verão não.
As aulas de português também estão interessantes. Vejo que os alunos já fazem um grupo e a cada aula percebo que conseguem se expressar cada vez melhor. Tenho muito orgulho das aulas, principalmente porque a maioria deles eu ensinei desde o abecedário.
Outra coisa que tenho feito foi frequentar a academia. Pouco a pouco vou melhorando minha forma, mas ainda tenho uns quilinhos para perder. O duro é que meu professor vive gritando que o verão está chegando... e nos faz trabalhar muito!!! Hehehehe Sinceramente não me preocupo com o verão. Me preocupo com minha promessa de eliminar os quilinhos que insistem em ficar abraçados na minha pochete.
De resto as coisas vão caminhando. Conheci pessoas interessantes, estou abrindo minha mente para coisas novas... e quem sabe melhorar minha forma de ser também. Acho que viver é uma questão de se melhorar a cada dia. E cada um tem um conceito diferente do que significa “se melhorar”.
O trabalho na Avon está melhorando numa velocidade inferior à que eu esperava, mas pelo menos está avançando em alguma coisa. O problema é que fazer folhetos em português e em espanhol é mais complicado do que eu esperava, e não conto muito com uma orientação focada. Então fico patinando em coisas que às vezes são simples, e outras nem tanto.
Quanto à casa nova... já estou acostumada, pelo menos gosto muito do meu apartamento. É luminoso, vejo o sol nascer e o sol se pôr pelas janelas. Adoro o sol na primavera. No verão não.
As aulas de português também estão interessantes. Vejo que os alunos já fazem um grupo e a cada aula percebo que conseguem se expressar cada vez melhor. Tenho muito orgulho das aulas, principalmente porque a maioria deles eu ensinei desde o abecedário.
Outra coisa que tenho feito foi frequentar a academia. Pouco a pouco vou melhorando minha forma, mas ainda tenho uns quilinhos para perder. O duro é que meu professor vive gritando que o verão está chegando... e nos faz trabalhar muito!!! Hehehehe Sinceramente não me preocupo com o verão. Me preocupo com minha promessa de eliminar os quilinhos que insistem em ficar abraçados na minha pochete.
De resto as coisas vão caminhando. Conheci pessoas interessantes, estou abrindo minha mente para coisas novas... e quem sabe melhorar minha forma de ser também. Acho que viver é uma questão de se melhorar a cada dia. E cada um tem um conceito diferente do que significa “se melhorar”.
sábado, 25 de setembro de 2010
Mais um roubo em Buenos Aires
Tenho tão poucos dias aqui na casa nova e já fui roubada. O duro é que morar num país subdesenvolvido não tem lugar nenhum para fazer queixas. Vou contar como foi. hoje vieram à casa minhas amigas Letícia e Edivânia, almoçamos, rimos e eu tive a infeliz ideia de levar a Edivânia até a beira do rio para ela conhecer uma paisagem nova de Buenos Aires. Até aí tudo lindo. Na volta, dois ladrões de merda levaram a câmera, a carteira e o casaco do Bruno e tentaram levar a mochila da Edi. Levaram as coisas do Bruno porque ele, num instinto de sobrevivência entregou tudo o que pediram. Só que o roubo não para por aí. Chegamos em casa, e quando o Bruno liga para o HSBC para dizer que roubaram o cartão de crédito dele e pedir um novo, os FDP cobram 45 pesos para enviar outro cartão.
Não parece um absurdo? Você é assaltado e ainda por cima tem que pagar?! Cara, estou indignada. Primeiro que a camara era novinha... compramos em abril para ir de viagem, e era linda, quase profissional. Praticamente nossa alegria dos fins de semana de sair para fotografar. Agora, nesse momento, um FDP que não sabe nem ver foto numa camara, está com o nosso brinquedinho, que compramos com todo amor e carinho e com muuuito sacrifício. Para ele deve ter sido a coisa mais fácil do mundo. Eu realmente desejo que ele morra, de qualquer doença lenta e dolorosa, porque com certeza ele não tem dinheiro para pagar um médico. E merece terminar na fila de espera de um hospital bem sujo.
O pior disso tudo, não posso comprar a minha tão desejada bicicleta. Porque, com certeza um dia será roubada. É uma situação de merda. E não posso nem pedir para o meu amigo Robinson nos levar daqui para o Canadá porque lá também roubam. Existirá algum lugar onde cidadões podem viver tranquilos e que podem ter coisas sem ter medo de ser roubado na esquina?
Não parece um absurdo? Você é assaltado e ainda por cima tem que pagar?! Cara, estou indignada. Primeiro que a camara era novinha... compramos em abril para ir de viagem, e era linda, quase profissional. Praticamente nossa alegria dos fins de semana de sair para fotografar. Agora, nesse momento, um FDP que não sabe nem ver foto numa camara, está com o nosso brinquedinho, que compramos com todo amor e carinho e com muuuito sacrifício. Para ele deve ter sido a coisa mais fácil do mundo. Eu realmente desejo que ele morra, de qualquer doença lenta e dolorosa, porque com certeza ele não tem dinheiro para pagar um médico. E merece terminar na fila de espera de um hospital bem sujo.
O pior disso tudo, não posso comprar a minha tão desejada bicicleta. Porque, com certeza um dia será roubada. É uma situação de merda. E não posso nem pedir para o meu amigo Robinson nos levar daqui para o Canadá porque lá também roubam. Existirá algum lugar onde cidadões podem viver tranquilos e que podem ter coisas sem ter medo de ser roubado na esquina?
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Casa nova
Finalmente, chegou o tão esperado dia da mudança para o apartamento novo!!! Já tenho muito mais ânimo, alegria e disposição (se bem que eu estou com as costas miseravelmente doloridas). Espero que dê tudo certo... agora termino de embalar algumas coisas, provavelmente vou dormir poucas horinhas... mas vale a pena. Ok, Pessoa diria "tudo vale a pena sse a alma não é pequena". É certo!
Ah, também troquei o look! Agora tenho cabelo curtinho e beeeeem mais liso. Quem me conheceu com a peruca que eu estava toda armada, talvez não me reconheça. Agora é tudo novo: emprego, casa, cabelo, cara, alma... E tenho certeza que vai dar tudo certo! Além do que, já não me sinto mais tão ansiosa, nem angustiada. Acho que é um bom momento para desfrutar a vida... e ver o sol nascer na sacada do apê novo.
Estou infinitamente feliz!
Ah, também troquei o look! Agora tenho cabelo curtinho e beeeeem mais liso. Quem me conheceu com a peruca que eu estava toda armada, talvez não me reconheça. Agora é tudo novo: emprego, casa, cabelo, cara, alma... E tenho certeza que vai dar tudo certo! Além do que, já não me sinto mais tão ansiosa, nem angustiada. Acho que é um bom momento para desfrutar a vida... e ver o sol nascer na sacada do apê novo.
Estou infinitamente feliz!
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Agosto - mês de cachorro louco
Caros leitores, desta vez eu não escrevo para vocês, sinto muito, mas escrevo para mim mesma. A bem da verdade é que, com tantas mudanças, eu estou numa crise existencial... Acho que algumas coisas me abalaram, com um certo atraso e agora, que estou cansada e em ambiente totalmente desconhecido, me sinto confusa e até triste. Eu sei que é duro acreditar que eu esteja triste... mas estou.
Continuo com o assunto da mudança de casa... as aulas estão chegando, a pressão no trabalho rola todos os dias, e eu ainda não tenho um computador para mim... a Avon é muito mais lenta do que qualquer ser humano pode acreditar! Já faz mais de 1 mês que trabalho e ainda não tenho uma mesa para mim... por isso uso um Mac Book Pro para trabalhar e é muito mais cansativo trabalhar assim do que com um computador e mesa adequados... enfim... algum dia virá.
Então, além do emprego novo, da casa nova que já está chegando (eu me mudo na semana que vem!), eu também estou numa crise sentimental. Vocês sabem que eu já fui casada... e que agora estou namorando sério com o Bruno, inclusive moramos juntos. Bom... bateu uma crise forte em mim... o pior é que o pobre do Bruno não fez nada de mal e eu estou com essa tristeza que brotou como um estalo. E agora me pergunto: eu quero mesmo passar minha vida com ele?! Eu sei que ninguém escreve essas coisas num blog, porque blog é público e geralmente as pessoas escrevem coisas boas, alegres, divertidas, poesia, etc etc. Nesse momento eu não tenho nada disso... eu tenho um nó na garganta e no coração. Não sei o que fazer, não sei o que esperar, não sei como reagir. Já contei para ele, pois ele merece saber tudo o que passa comigo e que pode afetá-lo. Mas não tenho idéia do que fazer.
Eu sei que tudo isso é uma loucura, que mais uma vez eu mostro ao mundo minha loucura... mas pensando bem, talvez alguém tenha alguma dica... estou testando de tudo.
Continuo com o assunto da mudança de casa... as aulas estão chegando, a pressão no trabalho rola todos os dias, e eu ainda não tenho um computador para mim... a Avon é muito mais lenta do que qualquer ser humano pode acreditar! Já faz mais de 1 mês que trabalho e ainda não tenho uma mesa para mim... por isso uso um Mac Book Pro para trabalhar e é muito mais cansativo trabalhar assim do que com um computador e mesa adequados... enfim... algum dia virá.
Então, além do emprego novo, da casa nova que já está chegando (eu me mudo na semana que vem!), eu também estou numa crise sentimental. Vocês sabem que eu já fui casada... e que agora estou namorando sério com o Bruno, inclusive moramos juntos. Bom... bateu uma crise forte em mim... o pior é que o pobre do Bruno não fez nada de mal e eu estou com essa tristeza que brotou como um estalo. E agora me pergunto: eu quero mesmo passar minha vida com ele?! Eu sei que ninguém escreve essas coisas num blog, porque blog é público e geralmente as pessoas escrevem coisas boas, alegres, divertidas, poesia, etc etc. Nesse momento eu não tenho nada disso... eu tenho um nó na garganta e no coração. Não sei o que fazer, não sei o que esperar, não sei como reagir. Já contei para ele, pois ele merece saber tudo o que passa comigo e que pode afetá-lo. Mas não tenho idéia do que fazer.
Eu sei que tudo isso é uma loucura, que mais uma vez eu mostro ao mundo minha loucura... mas pensando bem, talvez alguém tenha alguma dica... estou testando de tudo.
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domingo, 1 de agosto de 2010
Casa Nova
Queridos amigos leitores, estou num período de muita ansiedade. Digamos, incontrolável ansiedade. Como vocês sabem, eu troquei de emprego, agora estou na Avon, como redatora. A coisa é mais complicada do que eu imaginava, pois eu pensava que bastava com redigir textos publicitários... mas não, também tenho que aprender a usar algumas ferramentas de desenho e inclusive preciso aprender a ter uma visão mais estética das publicidade e do catálogo da Avon, o que não é tão fácil assim para mim. Nunca me senti uma pessoa muito criativa, mas eu trabalho agora justamente na área mais criativa de marketing! Gente, eu mesma me pressiono para aprender. O legal disso tudo é que eu posso ir trabalhar todos os dias com o cabelo despenteado, de jeans e com All Star. Adeus formalidade! Mas, bem-vindo uso do cérebro! O duro é que eu tenho o cérebro loiro (o que é pior que ser loira!). Mas vamos ver... espero que tudo dê certo. Sem contar que estou trabalhando muitão. Até me cansa!
Por outro lado, já consegui um apartamento e vou me mudar no fim de agosto. O apê é lindo, maior do que eu tenho agora e tem uma sacada com vista aberta para o bairro. Na frente do meu apartamento tem a Catedral de San Isidro. Aliás, o bairro se chama San Isidro, e fica no caminho da Capital Federal para o delta do Tigre. Lá tem muito verde e é um colírio para os olhos. Só que dói o bolso, porque o aluguel é caro. Mas eu e o Bruno decidimos que devemos ter um apartamento mais confortável e lindo para receber amigos e familiares, já que o aluguel em qualquer lado aqui é caro.
Vou fazer um grande parênteses sobre alugar casa/apartamento em Buenos Aires. Eu nunca tinha alugado na minha vida, então não sei comparar bem com o Brasil, mas aqui qualquer aluguel exige garantia (fiança, para nós brasileiros). Até aí tudo bem, mas na Capital Federal onde eu moro agora, essa fiança tem que ser da própria Capital Federal, quase ninguém aceita fiança de outra província da Argentina. E essa fiança, claro, é um imóvel, não é simplesmente um fiador, que se responsabilize por pagar o aluguel. O fiador aqui tem que ter um imóvel no nome dele e sem hipoteca. Mas aí eu pergunto: se eu tivesse uma fiança (imóvel) na Capital Federal, por que diabos eu iria querer alugar outro apartamento? Enfim... a nossa sorte é que temos a fiança de Tucumán, do cunhado do Bruno. Graças à ele, nós temos um teto, mesmo que nós possamos pagar pelo apartamento e manter todas as contas em dia. Eu sempre achei isso o cúmulo, mas não posso mudar a Argentina. Ainda.
Então, tivemos muita sorte de encontrar um apartamento em ótimas condições, próximo ao trem que vai para a Capital e para o Tigre e que aceitasse a fiança de Tucumán e que não nos cobra 4 aluguéis de entrada. Sim, na Capital, as imobiliárias cobram 2 aluguéis de comissão, pagamos 1 aluguel adiantado e mais 1 de garantia, que deve ser devolvido quando a gente sai do apartamento, se deixarmos o apê em ordem e sem contas pendentes. Não é um absurdo isso? E tem mais! Não pensem vocês que as imobiliárias querem mostrar muitos apartamentos para alugar. Na verdade o povo das imobiliárias aqui não quer trabalhar não. Eles te mostrar no máximo uns 2 apartamentos e tchau. Se é que chega a oferecer mais de um. Então você, caro locatário, que já vai ter que pagar os 2 aluguéis de comissão, tem que buscar o apartamento por sua conta, falar com 550 imobiliárias até que uma te apresente algo decente. Se eu fosse dona de imobiliária, juro que mudaria isso. Mas na Argentina ninguém gosta de atender bem a ninguém.
E nossa segunda sorte foi conhecer o Nestor Posse, da Posse Inmobiliaria. O cara é gente fina mesmo, honesto e atencioso. São 3 características inexistentes nas pessoas que atendem público aqui, ainda mais para quem trabalha em imobiliária. Foi ele quem nos apresentou o apartamento de San Isidro, com as características que necessitávamos, nas condições que podíamos, mas com um preço levemente superior. Enfim, tudo não se pode fazer ao mesmo tempo. E ele nos ajudou a negociar o preço com a dona. Coisa que ninguém faz.
Terminando o parênteses, agora estou ordenando minhas coisas para poder me mudar no dia 27 de agosto. Parece que falta muito, mas como eu tenho só 3 fins de semanas para empacotar tudo, preciso começar desde já. Agora tenho muito mais coisas que quando cheguei aqui, e isso é outra coisa que me impressiona, pois tenho um pouco mais de 2 anos e já tenho todos os eletrodomésticos, móveis, roupas de casa e minha. Tudo aumentou em progressão geométrica. Muito volume para poucas pessoas. E me impressiona a minha capacidade de juntar coisas! Hahaha Preciso me desprender de muitas delas.
De resto aqui está tudo bem. As aulas na UBA vão terminar no próximo dia 14/08 e terei dois sábados de descanso (um deles é pós mudança, mas tudo bem). Com a minha ida a San Isidro, quero retomar o kung fu. Sim, eu sinto muito falta de uma atividade física. Estou inclusive pensando em ir de bicicleta para o trabalho, pois são só 6,7 km da minha casa, e a UBA fica a 4,5 km de casa. Uma beleza! E como é tudo plano, dá para ir numa boa.
Bem que eu gostaria de poder registrar tudo no blog, ser mais organizada e tudo... mas é difícil... ando sem tempo. Na verdade, totalmente sem tempo e tão cansada, que quando tenho tempo eu durmo. Eu sei que é bom dormir, ainda mais quando bate esse
Por outro lado, já consegui um apartamento e vou me mudar no fim de agosto. O apê é lindo, maior do que eu tenho agora e tem uma sacada com vista aberta para o bairro. Na frente do meu apartamento tem a Catedral de San Isidro. Aliás, o bairro se chama San Isidro, e fica no caminho da Capital Federal para o delta do Tigre. Lá tem muito verde e é um colírio para os olhos. Só que dói o bolso, porque o aluguel é caro. Mas eu e o Bruno decidimos que devemos ter um apartamento mais confortável e lindo para receber amigos e familiares, já que o aluguel em qualquer lado aqui é caro.
Vou fazer um grande parênteses sobre alugar casa/apartamento em Buenos Aires. Eu nunca tinha alugado na minha vida, então não sei comparar bem com o Brasil, mas aqui qualquer aluguel exige garantia (fiança, para nós brasileiros). Até aí tudo bem, mas na Capital Federal onde eu moro agora, essa fiança tem que ser da própria Capital Federal, quase ninguém aceita fiança de outra província da Argentina. E essa fiança, claro, é um imóvel, não é simplesmente um fiador, que se responsabilize por pagar o aluguel. O fiador aqui tem que ter um imóvel no nome dele e sem hipoteca. Mas aí eu pergunto: se eu tivesse uma fiança (imóvel) na Capital Federal, por que diabos eu iria querer alugar outro apartamento? Enfim... a nossa sorte é que temos a fiança de Tucumán, do cunhado do Bruno. Graças à ele, nós temos um teto, mesmo que nós possamos pagar pelo apartamento e manter todas as contas em dia. Eu sempre achei isso o cúmulo, mas não posso mudar a Argentina. Ainda.
Então, tivemos muita sorte de encontrar um apartamento em ótimas condições, próximo ao trem que vai para a Capital e para o Tigre e que aceitasse a fiança de Tucumán e que não nos cobra 4 aluguéis de entrada. Sim, na Capital, as imobiliárias cobram 2 aluguéis de comissão, pagamos 1 aluguel adiantado e mais 1 de garantia, que deve ser devolvido quando a gente sai do apartamento, se deixarmos o apê em ordem e sem contas pendentes. Não é um absurdo isso? E tem mais! Não pensem vocês que as imobiliárias querem mostrar muitos apartamentos para alugar. Na verdade o povo das imobiliárias aqui não quer trabalhar não. Eles te mostrar no máximo uns 2 apartamentos e tchau. Se é que chega a oferecer mais de um. Então você, caro locatário, que já vai ter que pagar os 2 aluguéis de comissão, tem que buscar o apartamento por sua conta, falar com 550 imobiliárias até que uma te apresente algo decente. Se eu fosse dona de imobiliária, juro que mudaria isso. Mas na Argentina ninguém gosta de atender bem a ninguém.
E nossa segunda sorte foi conhecer o Nestor Posse, da Posse Inmobiliaria. O cara é gente fina mesmo, honesto e atencioso. São 3 características inexistentes nas pessoas que atendem público aqui, ainda mais para quem trabalha em imobiliária. Foi ele quem nos apresentou o apartamento de San Isidro, com as características que necessitávamos, nas condições que podíamos, mas com um preço levemente superior. Enfim, tudo não se pode fazer ao mesmo tempo. E ele nos ajudou a negociar o preço com a dona. Coisa que ninguém faz.
Terminando o parênteses, agora estou ordenando minhas coisas para poder me mudar no dia 27 de agosto. Parece que falta muito, mas como eu tenho só 3 fins de semanas para empacotar tudo, preciso começar desde já. Agora tenho muito mais coisas que quando cheguei aqui, e isso é outra coisa que me impressiona, pois tenho um pouco mais de 2 anos e já tenho todos os eletrodomésticos, móveis, roupas de casa e minha. Tudo aumentou em progressão geométrica. Muito volume para poucas pessoas. E me impressiona a minha capacidade de juntar coisas! Hahaha Preciso me desprender de muitas delas.
De resto aqui está tudo bem. As aulas na UBA vão terminar no próximo dia 14/08 e terei dois sábados de descanso (um deles é pós mudança, mas tudo bem). Com a minha ida a San Isidro, quero retomar o kung fu. Sim, eu sinto muito falta de uma atividade física. Estou inclusive pensando em ir de bicicleta para o trabalho, pois são só 6,7 km da minha casa, e a UBA fica a 4,5 km de casa. Uma beleza! E como é tudo plano, dá para ir numa boa.
Bem que eu gostaria de poder registrar tudo no blog, ser mais organizada e tudo... mas é difícil... ando sem tempo. Na verdade, totalmente sem tempo e tão cansada, que quando tenho tempo eu durmo. Eu sei que é bom dormir, ainda mais quando bate esse
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terça-feira, 20 de julho de 2010
Dia do amigo!
Já faz tanto tempo que eu não escrevo nada no blog!!! E detalhe, muitas coisas aconteceram nesses últimos dias. A Sinara veio me visitar em Buenos, passeamos muito por aqui, mesmo eu tendo que trabalhar todos os dias. Ela ate foi comigo para a UBA em Martinez para uma aulinha de português.
Também aconteceu a Copa do Mundo, evento esse que eu nunca vou me esquecer, já que assisti o Brasil perder para a Holanda e ver a festa que os argentinos prepararam para a derrota. Mas, como a vingança vem rápido, no dia seguinte a Argentina perdeu (mais uma vez) para a Alemanha. Detalhe: perdeu de 4 a 0. ADOREI! Se bem que todos sabem que
eu torcia pelos dois times, mas depois de terem tirado tanto sarro de mim, entendi que no futebol não existe amizade.
Outra coisa que me aconteceu, e que me fez muito feliz: a Avon me contratou para ser a mais nova redatora de marketing. Agora eu trabalho numa empresa mais moderna e multinacional que a Nidera. Sinceramente foi muito difícil sair da Nidera. Difícil porque eu já tinha feito muitos amigos, estava confortável e o salário era razoável. Mas, como eu já disse aqui antes, as minhas atividades como assistente não me satisfaziam intelectualmente. E foi um golpe de sorte (mais um!) quando recebi um email com a proposta de trabalho. Mandei meu CV e voilá! Aqui estou eu trabalhando.
Uma coisa que me sensibilizou muito foi a despedida das pessoas na Nidera. Eu percebi que era uma pessoa realmente popular e querida. Quando mandei o email de despedida, mandei para todos com quem trabalhei, então foi desde o presidente e os donos, ate os boys e estagiários. Uma das características que eu mais gosto em mim e o fato de eu ver todas as pessoas da mesma maneira. Eu me considero uma pessoa muito humana, tanto e que as pessoas sempre me tratam muito bem.
Hoje e o dia do amigo. Aqui em Buenos Aires as pessoas comemoram mesmo. E sinônimo de reunião de amigos, de demonstrações de carinho e tudo o mais. A minha querida amiga Lorena me convidou para ir a Hurlinghan para uma reunião de amigas. Ainda não sei se poderei ir, pois amanha eu trabalho em San Fernando, e e longe pra burro ir de Hurlinghan a San Fernando. A amizade vale o sacrifício, mas não posso perder de vista a responsabilidade, já que e minha primeira semana de trabalho aqui na Avon.
Hoje vim trabalhar escutando Divididos e Cássia Eller. Adoro os dois... e fez mais feliz minha vinda ao trabalho, já que levou um pouco mais de duas horas e o ônibus quebrou em plena Panamericana. Hahaha imaginem eu, congelando de manha, esperando o próximo ônibus em plena estrada! Mas vamos que vamos, diria um querido amigo. Essas adversidades estão ai para reforçar o nosso desejo de vence-las.
Também aconteceu a Copa do Mundo, evento esse que eu nunca vou me esquecer, já que assisti o Brasil perder para a Holanda e ver a festa que os argentinos prepararam para a derrota. Mas, como a vingança vem rápido, no dia seguinte a Argentina perdeu (mais uma vez) para a Alemanha. Detalhe: perdeu de 4 a 0. ADOREI! Se bem que todos sabem que
eu torcia pelos dois times, mas depois de terem tirado tanto sarro de mim, entendi que no futebol não existe amizade.
Outra coisa que me aconteceu, e que me fez muito feliz: a Avon me contratou para ser a mais nova redatora de marketing. Agora eu trabalho numa empresa mais moderna e multinacional que a Nidera. Sinceramente foi muito difícil sair da Nidera. Difícil porque eu já tinha feito muitos amigos, estava confortável e o salário era razoável. Mas, como eu já disse aqui antes, as minhas atividades como assistente não me satisfaziam intelectualmente. E foi um golpe de sorte (mais um!) quando recebi um email com a proposta de trabalho. Mandei meu CV e voilá! Aqui estou eu trabalhando.
Uma coisa que me sensibilizou muito foi a despedida das pessoas na Nidera. Eu percebi que era uma pessoa realmente popular e querida. Quando mandei o email de despedida, mandei para todos com quem trabalhei, então foi desde o presidente e os donos, ate os boys e estagiários. Uma das características que eu mais gosto em mim e o fato de eu ver todas as pessoas da mesma maneira. Eu me considero uma pessoa muito humana, tanto e que as pessoas sempre me tratam muito bem.
Hoje e o dia do amigo. Aqui em Buenos Aires as pessoas comemoram mesmo. E sinônimo de reunião de amigos, de demonstrações de carinho e tudo o mais. A minha querida amiga Lorena me convidou para ir a Hurlinghan para uma reunião de amigas. Ainda não sei se poderei ir, pois amanha eu trabalho em San Fernando, e e longe pra burro ir de Hurlinghan a San Fernando. A amizade vale o sacrifício, mas não posso perder de vista a responsabilidade, já que e minha primeira semana de trabalho aqui na Avon.
Hoje vim trabalhar escutando Divididos e Cássia Eller. Adoro os dois... e fez mais feliz minha vinda ao trabalho, já que levou um pouco mais de duas horas e o ônibus quebrou em plena Panamericana. Hahaha imaginem eu, congelando de manha, esperando o próximo ônibus em plena estrada! Mas vamos que vamos, diria um querido amigo. Essas adversidades estão ai para reforçar o nosso desejo de vence-las.
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domingo, 6 de junho de 2010
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